quarta-feira, 21 de junho de 2017

AVALIANDO O MUNDO QUE ESTÁ DIANTE DOS OLHOS: INÍCIO DA REVOLTA 08/01/2013 23:29 “Se eu tenho olhos para ver, preciso aprimorar a visão.” - Avalio que o poder da imagem é algo que possuímos de maneira inata, verdadeira faculdade de ver e sentir a temperatura da situação que passa diante de nós. Nada é mais importante que a imagem. Alguns filósofos diriam que é a força que emitimos através do pensamento e esta, em movimento contrário retorna dentro de nós surgindo a alma, sempre compartilhei desse sentimento e ele não é nada novo. A alma existe porque o cérebro existe, tudo que entendemos através do medo, da fé, da razão, do amor, das sensações, enfim, tudo passa pelo cérebro criador. Ele é senhor, é o nosso DEUS. Devemos reconhecer os extremos de nossos cérebros, voar acima deles e além de suas imagens, confrontar suas contradições, certa sabedoria de ver o lado contraditório dos fatos da vida. Eu diria que este é um caminho de sabedoria e estamos diariamente dentro desse radicalismo: Reconhecer os momentos e as extremidades. Sendo assim, pensamos diariamente nesses extremos do pensamento e da vontade, do desejo. Olhando dentro de si mesmo, iniciamos a revolução humana e solidificamos o indivíduo, depois o grupo, a comunidade, a população e a massa. É um exercício diário, ensinemos nossas crianças e nós mesmos! Ficamos diariamente perdidos na distância, buscando situações e comparações incansáveis à mente e inatingíveis aos domínios do pensamento; neste momento somos senhores do mundo e traçamos os caminhos à humanidade e seus problemas, porém, nem todos podem entender esse enlace poderoso dentro de si, uma potência vital e soberana. Neste momento, aos que nada entendem desse exercício mental que é qualidade de “senhor absoluto”, abandonam o próprio pensamento e recorrem às futilidades cotidianas; o pensador segue incompreendido e solitário em meio à multidão. Vejo isso como profecia da decadência humana e a legião de acéfalos. Escrevo para ferir, e a criança deve ser ferida em suas bases ideológicas de formação, principalmente ela, o futuro da população revolucionária e crítica. Ao adulto doente e que não reconhece a própria acefalia, cabe-lhe a mordaça dos costumes e do medo de se auto-superar, que fiquem calados e observando o progresso das crianças, o desenvolvimento do novo brasileiro, o lutador do futuro o qual tomará o poder. A base dessa educação do novo brasileiro é genética e moral, segundo o grande filósofo Nietzsche: “Os instintos, sob a grande energia repressiva, volvem para dentro: isso é o que se chama interiorização do homem; assim se desenvolve o que mais tarde denominar-se-á alma.”(Vontade de Potência)       Quanto mais nos distanciamos da doença da ignorância e caminhamos à medida de nossos esforços na luta cotidiana, indagando sempre e desconfiando sempre dos discursos enganosos de uma paz fantasiada de democracia, o que é costumeiro ouvir entre os doentes acéfalos em todo o Brasil, assim, progrediremos em essência revolucionária. Acendemos os pontos obscuros em nossa vida particular e no seio familiar, em nosso trabalho, nas escolas, nas universidades e em todo o meio social. É um trabalho e dever de sentir a revolução dentro de si, exerce uma influência moral e concentramos todos os nossos pensamentos e esforços para condensarmos a matéria, dando forma harmoniosa à causa revolucionária, é o que Nietzsche chamava de uma “pedra” atirada ao lago de nossa sabedoria, produzindo ondas e ondas maiores, mudando as pessoas e o mundo. Todavia, a mudança inicial é aquela que chamo de internalizada, onde não buscamos descanso. O descanso é qualidade dos fracos, dos acomodados e do jeitinho brasileiro de ser. Se você quer tranquilidade e repouso da alma, felicidade utópica, seja como a maioria, acredite e simplesmente viva a passar o tempo. Se você quer ser um discípulo da verdade, busque a crítica de valores diariamente! (Marcello Cipullo)

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