quarta-feira, 21 de junho de 2017

A SIMPLES VIDA DE UM SANTO NÃO ESTÁ NAS IGREJAS E LIVROS Existe dentro de cada um de nós um roteiro de vida que se repete diariamente, algo que nos faz projetar tamanha bondade e altruísmo, um desempenho social no bem da caridade, na propagação da fé, no temor a Deus e no exercício apostólico de divulgar a esperança neste mundo de tribulações, senda carnal de sofrimentos. Existem os seres que vivem como as flores do campo em todo seu esplendor humilde, enquanto outros procuram a exposição da figura tal como os cravos, necessitam ser notadas para que existam. Não façamos aqui a distinção: Todas as flores trabalham e exercem suas funções diante da vida. Podemos observar as pessoas que contribuem amplamente no serviço da caridade, tal como os samaritanos, retificando as carnes do sofrimento ao pé da letra do evangelho; pessoas de nobre coração que cumprem o serviço da ajuda e salvação. Há também aqueles que se dedicam através da palavra acolhedora e se dedicam especialmente à doação da paz, semeando os caminhos da consolação, preocupados com o pecado, tentando apagar os pecados dos outros, purificando a alma, deixando lavar toda vida de máculas com profundo zelo e atenção ao arrependimento salutar. Quem são estes seres? Santos? Já vi estes seres que com a capacidade de absolvição conseguem arrancar da boca dos pecadores a confissão, certo poder inexplicável; seriam as portas dos céus abertas ao perdão? Não sei, apenas presenciei que existem estes seres aqui, neste mundo. Tais seres possuem a característica admirável de exemplo de santidade, meio alvos, puros, leves. Ainda exercitam a capacidade de ouvir, horas a fio, com abnegada coragem, todas as mazelas da vida humana, todas as confissões e culpas. Quem são estes seres? Toda realidade pode ser traduzida no trabalho dessas pessoas especiais, parece que a vida exalta a permanência deles aqui neste mundo, sem esse plano de máxima veneração, onde jamais querem receber por esse caminho do reconhecimento: Eu notei que o verdadeiro SANTO não quer reconhecimento algum, quer viver sem ser notado. Quem realmente nota é o coração da pessoa que recebe a presença deste SANTO, seu olhar de doçura infinita que encerra toda vida de amor ao próximo, ajudando a vida diante da senilidade, a voz que acalma através da grande consolação que edifica o reerguer das pessoas, seria a pureza mais santa da condição humana na terra. Eles existem, simplesmente existem fora dos livros e das religiões... São essencialmente humanos!

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