quarta-feira, 21 de junho de 2017
RETALHOS ESCRITOS:
A INCULTURA BRASILEIRA
A incultura para todos é uma conquista neo-capitalista difícil de contornar. Modo contemporâneo de galgar e manter o poder, leiloando-o entre cúmplices e aliados, a incultura é o eixo do poder político. Fábrica de adesão, ela se compraz em afirmar: somos grandes, pois, massa, povo; trabalhadores, cientistas, intelectuais, artísticas, jornalistas e agentes culturais estão de joelhos diante do despotismo esclarecido, “legitimado pelas urnas”. Amém!
(DanielLins)
Estava relendo o texto "A ilusão do sufrágio universal" de Mikhail Bakunin, refletindo em minhas comparações sobre o texto de Daniel Lins, reencontrei um cenário muito bem exposto entre os dois pensadores: O VOTO legitimado pelas urnas é a resposta de um plano bem engendrado pela incultura do poder político, o mesmo que propaga a prostituição democrática das instituições políticas no Brasil. Fácil é observar que tudo tem um cheiro de cultura massificada e não conseguimos definir o que somos (este é o plano), arroubos ufanistas de um brasileiro forte e confiante no sistema sob o qual está vivendo. Essa é a mensagem clara, diante de programas e medidas provisórias do governo do povo petista. Desnecessário é dizer que, segundo Daniel Lins, a população brasileira incluindo trabalhadores, cientistas, intelectuais, artistas, jornalistas e agentes culturais estão de joelhos diante do despotismo esclarecido. O poder (PT) conseguiu unir no mesmo "balaio da incultura" seu poder de dissuasão à verdadeira face da cultura, onde o povo enganado legitimou através do VOTO, a própria sepultura.
Hoje, por exemplo, não conseguimos entender a postura de um governo (PT) que lutava na contramão do militarismo e historicamente perseguidos (Lula, Dilma, Dirceu e até Genoino), fazer o jogo das mesmas atitudes que vilipendiam o erário do povo. Em termos populares, são complacentes diante da corrupção que arromba os cofres do povo, o que presenciamos diariamente na máquina pública. Na história petista de poder desde (2003-2013), diga-se de passagem um governicho que apenas empurrou a miséria brasileira com a barriga, provamos os desvios de mais de setecentos e vinte e quatro bilhões em apenas oito anos e dez meses. Daí, encontrei no texto de Daniel Lins, a perplexidade diante de um país onde a “incultura” -essa forma de trocar valores e protelar a injustiça no lugar da justiça- como instrumento contemporâneo de galgar e manter o poder. Nota: Se o autor fosse NOSTRADAMUS, mereceria as centúrias de todas as prateleiras e bibliotecas do país, todavia, como o povo ainda permanece doente endêmico e contaminado pela “incultura”, a situação vai perdurar, e o entendimento das palavras do autor ainda está distante do nível e compreensão popular.
Mikhail Bakunin (1814-1876) também contempla essa “incultura” nas palavras de “A ilusão do sufrágio universal”, onde os revolucionários, os ditos radicais, não queriam enganar o povo e firmemente embasados em seus ideais do VOTO e da conquista da liberdade frente à aristocracia, puderam derrubar o regime opressor e sublevar as massas populares. Em resumo, é a mesma campanha empregada pelo PT atual, manipulando o povo brasileiro através da “incultura ideológica” do VOTO democrático. Com isso, fica muito difícil reeducar o povo brasileiro dentro de uma consciência realista, ou seja, um fazer entender que está sendo enganado com os discursos de um bem maior ao povo, de um governo surgido de uma eleição popular e que pode representar a verdadeira vontade do povo. Este cenário é impossível no Brasil e o brasileiro deverá aprender através da própria revolução humana interna, mudando sua visão e entendendo que é ele quem faz a mudança e derruba o governo tirano, ou seja, todos os que passaram e o atual. É necessário quebrar as correntes da escravidão intelectual e ideológica, um novo brasileiro forte e crítico, aquele que não se deixa levar pela onda da “incultura”.
Um corpo doente manifesta seus sintomas da doença, e assim é o Brasil, um grande corpo que está doente e em fase terminal. O país revela os sintomas mais agudos na FOME, DESEMPREGO, SALÁRIOS, SAÚDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO entre outros menores, porém, altamente prejudiciais ao sistema. A causa está lá no início, nos idos de 1500, onde sofremos das intempéries do tempo que arruinou e disseminou a doença da escravidão carregada de sintomas como cepas cancerígenas a deteriorar o corpo do brasileiro e de sua terra. Diante desse cenário, ainda vejo uma única saída, a qual defendo com força e veemência: Em minha perspectiva “a multidão” e somente as massas pobres do Brasil, as mais exploradas e sacrificadas há séculos, seriam capazes de derrubar e levar ao triunfo a Revolução Social do Novo Brasil, principalmente pelo motivo de não estarem corrompidas pela riqueza, pela ganância da alta casta da burguesia do governo. A classe pobre saberá direcionar os seus líderes, saberá treiná-los e escolhê-los com os instintos que residem em seus corpos escravizados, um certo sentimento que somente o pobre sabe separar: O movimento revolucionário do povo, quando verdadeiro, vem debaixo para cima e jamais o contrário. Mudanças emergentes acontecerão.
(Marcello Cipullo)
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